segunda-feira, 14 de maio de 2007

Dever de Memória





para que despertemos
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A 24 de abril de 1995, Reinhold Elstner, um engenheiro químico aposentado, de 75 anos, veterano da Wehrmacht, imolou-se em público, em Munique.

Reinhold Elstner sabia que a Alemanha não foi “libertada” em 1945, mas sim bombardeada e conquistada à ponta de baionetas, estuprada, torturada, mutilada e brutalmente subjugada, tanto mental quanto fisicamente.

Na sua carta de despedida Reinhold Elstner escreveu o seguinte:
“
50 Jahre unendlicher Verleumdung und Verteufelung eines ganzes Volkes sind genug.

50 anos de campanhas de ódio e demonização de um povo inteiro, são demais.
50 anos de insultos incessantes contra os veteranos de guerra alemães, são demais.
À idade de 75 anos, não tenho muito mais a fazer, mas talvez, pelo meu acto de imolação, possa fazer um apelo e dar um exemplo visível para reflexão.
Se apenas um único alemão desperta e encontra o caminho em direcção à verdade, o meu sacrifício pessoal não terá sido em vão”.
"

"A História é escrita pelos vencedores!"
Robert Brasillach (1909-1945).

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Até quando ?




A ética do Estado democrático.


A "Lista de Aposentados" com pensões que são um insulto para a maioria do povo trabalhador, seja operário, técnico ou rural, continua a crescer de forma imparável.
Essa lista pode consultar-se em : http://www.cga.pt/publicacoes.asp?O=3

Em 2005 encontramos várias dezenas de pensões (cerca de 60) superiores a 5 mil euros… seis delas superiores a 7 mil euros!

Em Espanha o salário minimo é de 570,60 euros, em França passa os 1200 euros e em Portugal, segundo nformou a TVI às 19:33 do dia 05/12/2006:
Salário mínimo fixado em 403 euros para 2007
Governo e parceiros sociais selaram o acordo que actualiza o salário mínimo para os próximos três anos.

Em Portugal, onde pensionistas do Estado recebem mais de 6000 euros, o subsidio de invalidez e velhice (base) é de 230,16 euros.

E são muitos milhares, muitas dezenas de milhares, muitas centenas de milhares de portugueses que têm de sobreviver com esses salários e subsiduios de sobrevivência…

A 17 de Abril último o blogue "Jardim do Arraial" (http://jardimdoarraial.blogspot.com/) publicou uma série de informações que resumidamente, e com a devida vénia, passamos a transcrever:
"
Com as eleições legislativas de 20/Fevereiro (2005), metade dos 230 deputados não foram reeleitos. Os que saíram regressaram às suas anteriores actividades. Sem, contudo saírem tristes ou cabisbaixos. Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (feita e aprovada por eles) a um subsídio que dizem de reintegração:
- um mês de salário (3.449 euros) por cada seis meses de Assembleia ou governo.
Desta maneira um deputado que tenha desempenhado as suas funções durante uma Legislatura recebe seis salários (20.694 euros).
Se o tiver sido durante 10 anos, recebe vinte salários ( 68.980 euros).
Feitas as contas aos deputados que saíram, o Erário Público desembolsou mais de 2.500.000 euros.

No entanto, há ainda aqueles que têm direito a subvenções vitalícias ou pensões de reforma ( mesmo que não tenham 60 anos).
Estas são atribuídas aos titulares de cargos políticos com mais de 12 anos.
Entre os ilustres reformados do Parlamento encontramos figuras como:
Almeida Santos......................... 4.400, euros;
Álvaro Barreto.......................... 3.500, euros;
Pedro Roseta............................. 2.800, euros;
Helena Roseta........................... 2.800, euros;
Narana Coissoró………..……….. 2.800, euros;

Quanto aos ilustres reintegrados, encontramos, por exemplo, os seguintes ex-deputados:
Luís Nobre Guedes . 62.000, euros / 9 anos e meio de serviço.
Mª Carmo Romão ... 62.000, euros / 9 anos de serviço;
Paulo Pedroso ..........48.000, euros / 7 anos e meio de serviço

A maioria dos outros deputados que não regressaram estiveram lá somente na última legislatura, isto é, 3 anos, foi o suficiente para terem recebido cerca de 20.000, euros cada.

MAS... HÁ MAIS !!!

Apesar de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado.
A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador.
A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado – técnico superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» - apesar de as suas habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade.
A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social.
O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.
Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais (50% a partir do inicio da reforma). O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa.
Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado.
A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate (!?) em Moçambique já depois do 25 de Abril (???), e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.
Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.

É ESTA A CLASSE POLÍTICA QUE TEM A LATA DE PEDIR SACRIFÍCIOS AOS PORTUGUESES PARA DEBELAR A CRISE!...
"
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comentário:
Não há comentários… há sim uma profunda repulsa por esta falácia denominada democracia e um sentimento de nojo pela oligarquia política que se aproveita indecentemente da credulidade da maioria dos portugueses, e que tarda em ser politicamente defenestrada!

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Nacionalismo !






"vox populi…"
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"Deixem a Madeira e o seu povo trabalhar"

"Portugal não pode continuar doente com a permissividade em males sociais graves como a droga.
Doente com absurdos a que chamam causas fracturantes, mas que mais não são do que decadência, inversão de valores, ausência de cultura, tragédias familiares e aumento da criminalidade".

Alberto João Jardim (06 de Maio de 2007)
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Para aqueles que não conseguem ver para além da viseira do capacete dogmático, as experiências eleitorais de domingo passado reunem uma lição dificil de olvidar.

1.
Dois posicionamentos nacionalistas (na Escócia e na Madeira) são correspondidos com vitórias indiscutíveis.
João Jardim passa dos 53,6% de 2004 para 64,2%, e o Partido Nacionalista Escocês (SNP) consegue ganhar as eleições autonómicas, obtendo mais votos que o partido do sr Blair…

2.
Um partido, o francês "Front National", defensor do "nacionalismo pátrio", não participou na 2ª volta das presidenciais francesas porque já tinha sido eliminado na 1ª volta, ficando por detrás dos dois finalistas e do "paraquedista" Bayrou…

A realidade é de um resplendor fulgurante!
O discurso nacionalista ou se faz desde um posicionamento da nacionalidade, não de aglomerado de nacionalidades (País), e é correspondido pelo povo respectivo, ou "veste a máscara" da mitologia "Pais-Pátria" e a população vota nas escolhas do "sistema".

Relativamente aos que se dizem nacionalistas, transcrevendo a metáfora, diria que se tropeçam várias vezes na mesma pedra, ou são uns enganados compulsivos, ou são uns ingénuos, ou... cumprem uma missão inqualificável!
Até quando?

"Defendo o princípio da unidade diferenciada, em que a Madeira, no quadro da unidade nacional, tem direito ao seu sistema de desenvolvimento próprio e diferente, ficando para o Estado apenas as competências que consubstanciam a essência, e só esta, da mesma unidade nacional"
(dixit João Jardim)

Para a defesa e afirmação do nacionalismo que nos concerna, o primeiro passo é, indubitavelmente, a Regionalização!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Os que temem o Conhecimento




Hypatia

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Vitima da intolerância
e da crendice...
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O vocábulo "museu" é de origem grega ("mouseion" ) e significa "templo das musas", local onde moram as musas, e onde as pessoas se exercitavam na poesia e na música, nos estudos, biblioteca e academia.
Diógenes Laércio (Séc. III d. C.) regista o termo como "escola para o ensino da filosofia e biblioteca".

No séc. IV EP era usado, em Alexandria, como local destinado à cultura das artes e das ciências, e é na Biblioteca de Alexandría onde se reune pela primera vez, de modo sistemático, o que de conhecimento existia no mundo.

O último científico que trabalhou na Biblioteca foi uma matemática, astrónoma, física e filósofa neoplatónica, chamada Hypatia, filha de Theon, autor de "Elementos de Euclides" e último director do "Mouseion".
Hypatia nasceu em Alexandria em 370 EA, uma época em que a Igreja cristã consolidava o seu poder, intentando extirpar a influência da cultura tradicional, pelo que estava sobre o epicentro de poderosas forças sociais dirigidas por Cirilo (370/373-444), arcebispo de Alexandria, que a odiava e desprezava vendo nela um simbolo da cultura que a Igreja identificava com o "paganismo".

Apesar do grave risco pessoal que isso supunha, Hypatia continuou ensinando e trabalhando na Biblioteca.
No ano de 415 EA, quando se dirigia para o local de trabalho, foi assaltada por uma turba de cristãos fanatizados por Cirilo, que a fizeram sair da carruagem em que viajava, despiram-na e, com conchas marinhas, arrancaram-lhe os olhos, rasparam-lhe a carne até aos ossos, queimaram os seus restos e destruiram as suas obras.
Hepatia morreu assassinada com 45 anos, e durante séculos o seu nome foi esquecido… Cirilo foi, posteriormente, declarado doutor da Igreja… e santo.

Hypatia foi somente mais um episódio, mais um trágico episódio na luta da intolerante ignorância e crendice contra o conhecimento, luta essa que provocou, pouco depois, a destruição da Biblioteca de Alexandria.

Porque as ciências da Antiguidade não tiveram aplicações práticas imediatas, e a filosofia nunca fascinou a imaginação da multidão, muito mais propensa a aceitar o misticismo da sotaina que o argumento da "chlamyde" (1), quando a chusma, abençoada por Cirilo, decidiu queimar a Biblioteca, não havia ninguém capaz de a deter.

Perda incalculável para o Conhecimento.
Em certos casos conhecemos os titulos das obras desaparecidas, na maioria não sabemos nem titulos nem autores.
Porém, sabemos da existência de uma história da Babilónia ("Babyloniaca") em três volumes, escrita entre 290-278 EP, por um sacerdote babilónio-helenizado, chamado Berossos ou Berossus.
Através de relatos fragmentários de Plinio o Velho, Censorinus, Flavius Josephus e Marcus Vitruvius Pollio, temos conhecimento de que o primeiro volume se ocupava do intervalo de tempo decorrido entre a "Criação do Mundo" e o "Dilúvio", a que Berossos atribuia uma duração de 432.000 anos, ou seja, cerca de cem vezes mais que a cronologia da "Tanakh" ("Antigo Testamento").
Por outro lado, das 123 obras teatrais de Sófocles (495-406 EP) existentes na Biblioteca… somente sobreviveram sete.

Nessa mesma época, com base nessa mesma criminosa intolerância e crendice, impunha-se na Europa, através do Império de Roma, o que alguns agora denominam "tradição europeia" !
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(1) manto utilizado pelos filosofos.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

A importância das coisas...



... e a preocupação de alguns…
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O Grande Oriente Lusitano (GOL), principal obediência maçónica em Portugal, aprova o aproveitamento, em 2010, das celebrações dos cem anos da instauração da República, para se rever o Código Civil de forma a permitir o casamento entre homossexuais.

publicado no DN de 2 de Maio de 2007

sem comentários

quarta-feira, 2 de maio de 2007

O Bem e o Mal !





O sancta simplicitas ! (1)

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Que singular simplificação, que falso ponto de vista do homem na sua vida !
Não nos surpreendemos o suficiente quando abrimos os olhos perante esta maravilha !

Como tornamos tudo claro, e livre, e ligeiro à nossa volta !

Como soubemos dar aos nossos sentidos o livre acesso a tudo o que é superficial, ao nosso espirito um impulso divino para as espertezas e os paralogismos !

Como, desde o principio, soubemos conservar a nossa ignorância para disfrutar de uma liberdade apenas compreensível, para disfrutar da falta de escrúpulos, da imprevidência, da bravura e da serenidade da vida, para disfrutar da vida !

E é somente sobre estas bases, sólidas e inquebrantáveis da ignorância, que a ciência pôde edificar até ao presente, a vontade de saber sobre a base de uma vontade bem mais potente ainda, a vontade da ignorância, da incerteza, da mentira !"

*Friedrich Nietzsche in "Para além do Bem e do Mal".
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(1)
Palavras de Jan Huss (1369-1415) quando, junto à fogueira acessa para o supliciar, por resolução da Igreja Católica no Concilio de Constança (1414), viu uma humilde mulher lançar mais madeira para activar o braseiro.
Reitor da Universidade de Praga e ordenado padre em 1400, Huss propõe uma Reforma da Igreja.
Considerado hereje, a 6 de Julho de 1415 é amarrado a um poste e queimado vivo.

Como a decisão dos "juizes da Igreja" era que "nada ficasse do supliciado", o seu esqueleto foi moido e o pó resultante lançado às águas do rio Reno.
O seu amigo Jerónimo de Praga exclamou : "Podem queimá-lo, mas não se queima a verdade."
A 30 de Maio de 1416, a Igreja condena Jerónimo de Praga a suplicio semelhante.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Novus Ordo Seclorum



1º de Maio
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A 1 de Maio de 1776, o mação e ex-jesuita Adam Weishaupt, financiado pelo banqueiro Mayer Amschel Rothschild, formou uma organização denominada "Die Illuminaten in Bayern", com o objectivo de criar um poderoso grupo capaz de dirigir os destinos do mundo.
O objectivo foi conseguido, e a data (encoberta por um denominado "dia do trabalhador") festeja-se em tudo o mundo!
A data figura igualmente no verso da nota de 1 dólar USA.